terça-feira, 27 de abril de 2010

HISTÓRIA DE UMA MULHER!!!

Hoje é terça, preparem os lencinhos!!!
Quero falar de uma figura importante na vida da criança, a madrinha.
E pra isso vou contar a História de Mulher da Minha Madrinha, Tia Marlene.
Dinda sempre foi uma guerreira.
Com ela aprendi a arte da guerra.
Dinda lutou para ajudar seus irmãos menores a viverem sem a mãe.
Dinda lutou para casar de branco, véu, grinalda e virgem.
Dinda lutou contra a catarata que quase cegou seu primeiro filho.
Dinda sempre foi batalhadora, que mulher de fibra!
Lembro-me dela sempre com os cabelos pintados de louro, sempre vaidosa, de unhas pintadas de vermelho. Engraçado como as pessoas marcam nossas vidas, toda vez que pinto a unha de vermelho me lembro dela.
Lembro dela sempre combinando sapato, roupa e bolsa. Dinda não sai de casa se o sapato e a bolsa não estiverem da mesma cor.
Lembro de todos os "Branca, dinda te ama" nos meus aniversários.
Lembro dela cuidando de seu filho mais velho e ensinando o mais novo a proteger sempre o irmão.
Dinda é um marco na minha vida!
Custumo dizer que nenhuma mulher na minha família teria a garra e a gana de cuidar e batalhar por seu filho como ela fez com o mais velho, que nasceu perfeito e depois foi diagnosticado com catarata, teve que colocar uma prótese em uma das vistas e da outra tem visão parcial.
Presto aqui minha homenagem a esta mãe, amiga, mulher, guerreira e madrinha sempre presente, sempre carinhosa, sempre cuidadosa e sempre sempre muito querida.
Dinda te amo muito.
Sua branca!

3 comentários:

Bianca disse...

Que lindo! Eu amo muito minha madrinha, mas fomos ter contato depois que eu cresci. Pra ser madrinha da minha filha eu escolhi minha irmã, e não pude escolher melhor. A tia é apaixonda por ela e a paixão é mútua. Padrinhos devem ser escolhidos com muito cuidado...
Beijos!

Gabriela disse...

Pois é Bianca, eu havia escolhido junto com o meu marido uma amiga, achavamos que as irmãs já seriam tias. Mas fizemos a escolha errada e só batizamos ela quando ela já estava com 4 anos.
Mas ela mesma escolheu sua madrinha, desde de que aprendeu os nomes sempre chamou minha irmã de Dinda, acho que foi por conta de a minha sobrinha, filha da minha irmã, me chamar de Dinda ela associou: Minha mãe é dinda dela, então a mãe dela é minha dinda.
E foi uma escolha maravilhosa...
Bjs

Patrícia Angélica disse...

Gabriela, que linda homenagem! A sua dinda merece! Nunca tive contato com minha madrinha. Reza a lenda que ela só foi na Igreja para me batizar e nem do almoço participou. Com minha filha fiz diferente. Escolhi minha irmã, que veio de Natal para o Rio de janeiro, logo que liguei avisando que estava indo para o hospital. Ela ficou comigo 50 dias, cuidando de mim e da Giovana. Elas se veem muito pouco, mas são completamente apaixonadas uma pela outra e Giovana com apenas 3 anos já pede para ligar para a Dindinha. Tenho muito orgulho de ter minha irmã como comadre.

Beijos