sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Reportagem Revista Crescer

Brechós infantis são opções de onde comprar roupa para criança

A francesa Ema Caillon inaugurou em Paris uma boutique com roupas vintage seminovas para crianças. Saiba onde encontrar aqui no Brasil artigos infantis de grife com preços baixos

Daniella Cornachione

 Divulgação
Native Kindgom: brechó infantil em Paris vende roupas vintage
Como fazer das compras algo divertido mesmo em tempos de crise e falta de dinheiro? A francesa Ema Caillon, mãe de gêmeas, acredita ter encontrado a resposta: montou uma boutique infantil com roupas de segunda mão. "Aqui em Paris as mães têm uma certa preocupação com estilo e é frustrante para elas ter que comprar as roupas dos filhos em supermecados e lojas do tipo", conta.
Outra boa razão para abrir o próprio negócio foi a preocupação de Ema com o meio ambiente. "Eu acredito em consumo inteligente e acho que reciclar é uma boa alternativa", diz. Em Native Kingdom, os parisienses encontram peças infantis semi novas com estilo vintage. A boutique atrai a atenção de mães, pais e filhos. Os homens, diz Ema, se sentem mais confortáveis comprando lá do que em lojas tradicionais. E como as roupas são mais baratas, as crianças também conseguem fazer suas comprinhas com o dinheiro da mesada.

Na boutique, Ema vende roupas de vários lugares do mundo, produtos que compra dos clientes e o que suas filhas de 9 meses não usam mais. A seleção das peças é feita de acordo com o preço, o estado de conservação, e também o quanto são originais e divertidas.

Seja na França ou em qualquer outro lugar do mundo, a queixa das mães é sempre a mesma: os filhos crescem rápido e por isso perdem as roupas com pouco tempo de uso. Isso vale também para móveis, enxoval e até mesmo brinquedos, que são deixados de lado quando as crianças passam a se interessar por objetos diferentes.

Mas não ache que você vai precisar viajar para Paris para encontrar brechós. Em grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, há vários deles com boas oportunidades para resolver o seu problema da melhor forma. "As crianças costumam ganhar tantos presentes (entre eles roupas) que muitas vezes nem dá tempo de usar", diz Sheiny Chermont, sócia do brechó Bolota, que fica em São Paulo. Alguns brechós também costumam conseguir peças de ponta de estoque, por isso não é raro encontrar roupas de grife novinhas em suas prateleiras.

Preconceito

A dona do Bolota, Sheny Chermont, afirma que muitas mulheres ficam com um pé atrás na hora de fazer compras num brechó não só pela higiene, mas principalmente por preconceito. "Acredite se quiser, muita gente acha que a roupa pode ter 'energia ruim'."

Outro receio é quanto à imagem. Muitas mulheres têm medo do que as amigas vão pensar se as virem comprando roupas de segunda mão. "Comprar em brechó não é desmerecimento ou sinal de que está falida. Isso é mais que comum na Europa e nos Estados Unidos", afirma Sheny.

Mas é sempre importante observar a higiene do lugar e questionar sobre a limpeza dos produtos. Os bons e grandes brechós não costumam aceitar mercadorias sujas, com manchas ou defeitos. "Antes de comercializá-las, nós as inspecionamos, pois muitas mães compram e usam sem lavar antes", afirma Elizabeth Pinho, dona do brechó paulistano Repeteco.

2 comentários:

Dedeia disse...

Amiga, eu tenho um pouco de preconceito sim :(
Não é nem por achar que meu filho ta usando roupa usada não, mas é nao saber a procedência sabe?
Sei lá. vc pegar uma roupa que nao sabe de quem foi e colocar no seu filho é muito estranho.

Fran disse...

Ahá!
Mas aqui você sabe a procedência!
hehehehehehehe...