sexta-feira, 18 de setembro de 2009

História de um Nascimento: Bebê Maria Clara

A Motivação

Em Dezembro de 2006, estávamos casados há 11 meses, minha afilhada Rayane, filha do irmão do Dê, nasceu. Desde aquele momento a vontade de termos um filho passou a ser maior ainda.. Mas, ao mesmo tempo, pensamos na responsabilidade que seria. Mas a doçura de uma criança na família só reforçava o desejo de ter o nosso.

As Tentativas

Depois de muito conversarmos, conscientes de que nossa vida daria um giro, resolvemos que era hora. Em Janeiro de 2007 parei de tomar remédio e as tentativas começaram. Achei que demorasse, mas pra minha surpresa, em Março minha menstruação atrasou.

A Descoberta

Com 10 dias de atraso, resolvi fazer o teste da farmácia. Comprei a noite e na embalagem dizia que era melhor fazer na parte da manhã. Nem dormi de ansiedade. Na manhã seguinte lá fui eu pro banheiro fazer xixi no potinho. O Dê do lado, tão ansioso quanto! E fiz. Na embalagem dizia que se fosse positivo seriam 2 listras vermelhas. Confesso que, ao meu ver, as listras eram fracas demais. Combinamos de não falar nada ainda pra ninguém. Cheguei no trabalho, fui logo pedir à médica do ambulatório um exame BetaHCG e parti pro laboratório. Lembro que eu tava dando um curso junto com uma amiga e deixei ela lá sozinha, fui fazer o exame e voltei. Mas, quem disse que tinha concentração pra dar o curso? Passei o dia esperando o resultado. Pra ajudar, a menina do laboratório disse que eu poderia ligar depois das 19h, mas que a atendente não me diria “Positivo” ou “Negativo”. Ela me falaria a quantidade desse hormônio. Sim, mas e daí?! Quando foi 18:30 liguei. Tava em casa sozinha, Dê não tinha chegado. A mulher ainda não tinha o resultado. Liguei novamente 19:01. Ela me disse: “Senhora, seu exame deu 1869.” Sim, e aí?! Na hora liguei pro Dê, que foi ligar pra uma amiga que é médica. E eu, liguei pra Belle que também tava grávida. Ela saiu procurando na internet e disse: “Parabéns, você tá grávida!” Nisso, Dê liga de volta dizendo a mesma coisa! (Ai, meus olhos estão lacrimejando!”)
UFA!
E agora?!
Eu liguei pra minha mãe e ele pros pais dele! Era uma gritaria só...minha mãe já saiu pelo prédio dela dizendo que iria ser avó, o irmão do Dê saiu ligando pra todos os amigos, minha sogra pra todos os parentes....uma farra! Desde cedo essa “Bolinha”, como eu carinhosamente chamava, era muito amada!

A Gravidez


Até a barriga começar a crescer, ninguém dizia que eu estava grávida. Eu não senti nada: enjôos, azias, nada! Às vezes até queria sentir pra me sentir grávida, mas nada! Nada acontecia! Lá pra Julho comecei a sentir umas cobrinhas andando dentro de mim...era o bebê mexendo!!! E só eu sentia por enquanto. É um momento único também, que só existe entre mãe e filho. Eu torcia pra ser menino. Achava mais prático. Mas, todos diziam que seria uma menina porque minha barriga tava assim, tava assado... J Comigo, essa tal de intuição materna não funcionou. Com 23 semanas descobri que a Bolinha seria Maria Clara. Resolvemos o nome na sala da ultra. Dê queria Maria e falou pra eu resolver qual seria o complemento! (tenho que toda hora enxugar as lágrimas que querem descer).

O Parto

Quando completei 38 semanas, ia à médica toda semana. Ela fazia o toque e, pra variar, nada acontecia. Bicho preguiça passou a ser o apelido da Maria Clara. J
Até que na consulta do dia 26/11 ela disse que de Sexta, dia 30, não poderia passar. Pensei rápido: dia 30 não! É o dia no aniversário da Angélica (apresentadora) e eu não gosto dela, só me faltava isso, ter uma filha no mesmo dia que o dela. Que boba! Aí falei pra médica não pode ser dia 28/11 então? Ela disse que nesse dia não poderia e olhou pra mim: “Vamos logo fazer hoje?”. Minha mãe tava na consulta comigo, olhou espantada. Falei: “Bôra, então”.
Liguei pro Dê, ele quase caiu. J
Me internei às 18h. A médica tinha falando que chegaria por volta das 21h. Deu 22h e ela nada e a maternidade cheia de gente querendo conhecer a Maria Clara! Sério, umas 10 pessoas: minha mãe, minha sogra, meu sogro, meu cunhado e esposa, meu irmão, minha prima Bianca e o marido Manhães, tia Dite, Julia, Thalita e Vivi. Acho que não esqueci ninguém. Quando foi umas 22:15 as enfermeiras me levaram. Dê ficou fora da sala de parto até a anestesia. Depois ele entrou. Eu senti uma coisa tipo escovão sendo passado na minha barriga, eles conversando sobre outras coisas, quando escuto a médica: “Nossa, essa criança tem narizinho de batata!”. Como assim?! Já nasceu?! Ela nem tá chorando! E como assim, você ta falando que ela tem nariz de batata?!?!?!?, eu disse. E me aparece o pediatra já limpando e colocando ela perto de mim. Nem tive tempo de chorar! Logo eu, chorona! To chorando agora e não chorei na hora. Ela ficou ali uns 15 minutos e foi pesar e medir. Dê foi com ela.

Nesse momento minha vida mudou! Tudo teve um novo sentido. Tudo agora é pra ela e por ela. Os primeiros meses foram complicados: adaptação, muito choro, meu e dela! Mas, escutei de uma amiga e uso sempre: TUDO PASSA!
Hoje, Maria Clara continua sendo a razão do nosso viver e fico espantada como ela se desenvolve rápido. Temos que estar atentas a cada movimento, a cada fala, a cada coisa nova, porque quando nos damos conta, eles já estão grandes e TUDO PASSA!


5 comentários:

Fran disse...

Eu lembro disso tudo!!!

E ainda lembro da cara-de-pau da Roberta me ligando e pedindo referências de ginecologista/obstetra. Se eu não conhecia em Niterói, pois o dela era na Ilha e tal. Que ela queria um mais perto... Blá-blá-blá

Até que, percebendo a "pressa" dela, perguntei porque ela estava querendo mudar de médico e tal e ela me conta com a cara mais lavada do mundo: é que eu acho que estou grávida!

Assim, como se nada estivesse acontecendo! E eu: Como assim? Grávida! Que legal! E é assim que você me conta uma coisa dessas?

hahahahahahahahaha...

E estamos aí com nossa fofucha Maria Clara!

Jú Ferrer disse...

Aiiiiiiiiiiiii, que linda essa história. Eu amei!!!!

Sabe que qndo penso na gravidez, sempre penso em como irei contar pra pessoas? E só de pensar, já tenho vontade de chorar. Ai como eu sou boba.

Que tristeza que dessa brincadeira eu não posso participar, magoei!!! Hahahahahaha

Quanto ao narizinho de batata, mataria se a enfermeira falasse isso do meu filho. Futura mãe super protetora??? Magina....

Beijocas

Vick disse...

Lindo lindo lindo...Momento mágico! Dá até vontade de engravidar de novo...rs

Talita disse...

Olá!! Acabei de conhecer o blog através do da Jú e já vou participar da brincadeira!! Detalhe: acabei de fazer uma semana especial do bebê no meu blog em comemorção ao aniversário de 4 anos do meu filhote. Dá uma olhadinha lá no meu, em marcadores, história de um bebê.
Aliás, pode ser aquela história??
rsrsrsrsrs
A história do seu bebê é lindaaaa!! Beijosss

Larissa disse...

Robeta, linda sua história e de maria Clara. Acho que meu sobrinho Daniel deve aniversariar pertinho dela... A sugestão pro nascimento é dia 28/11! Bjs